Entrevista de objects/Beatriz Kushnir
Entrevista concedida por Beatriz Kushnir no contexto da iniciativa "Testemunhos do Isolamento", que coletou relatos da população da…
Composta por cem relatos textuais sobre a experiência da pandemia de COVID-19, os textos foram produzidos por lideranças, enfermeiros, estudantes, professores, idosos e jovens dos povos Apalai, Galibi Kalin’a, Galibi-Marworno, Karipuna, Palikur-Arukwayene, Tiriyó, Kaxuyana e Waiãpi. As narrativas conferem visibilidade à situação sanitária das aldeias e refletem, em tempo real, as transformações vivenciadas nas terras indígenas durante o período pandêmico.
O conjunto documental preservado no Memorial é composto pelas versões textuais publicadas em 2021 no livro Fala Parente! A Covid-19 chegou entre nós, bem como pelos registros em formato pdf (prints) dos relatos divulgados na página do PET-Indígena da UNIFAP no Facebook, que incluem traduções e fotografias dos depoentes.
Os relatos resgatam a memória de longa duração das experiências de medo e morte decorrentes de epidemias; permitem acompanhar como a COVID-19 atingiu as comunidades e o descompasso entre as necessidades urgentes e o atendimento pelos órgãos governamentais; evidenciam o uso das redes sociais pelos indígenas como meios de autoria e circulação de informações sobre sua cultura; revelam estratégias próprias de enfrentamento da pandemia, o papel das mulheres e dos pajés, o uso das medicinas tradicionais e as dificuldades de acesso à internet.
Este conjunto documental acaba por se configurar em uma “coleção de testemunhos”, como bem denominou Rita Becker Lewkowicz, no prefácio do livro Fala Parente…, a partir de Veena Das: “em que o ato de testemunhar é entendido como forma de sobrevivência, ao narrar situações extremas que afetam não só subjetividades, mas o tecido social como um todo”.
Composta por cem relatos textuais sobre a experiência da pandemia de COVID-19, os textos foram produzidos por lideranças, enfermeiros, estudantes, professores, idosos e jovens dos povos Apalai, Galibi Kalin’a, Galibi-Marworno, Karipuna, Palikur-Arukwayene, Tiriyó, Kaxuyana e Waiãpi. As narrativas conferem visibilidade à situação sanitária das aldeias e refletem, em tempo real, as transformações vivenciadas nas terras indígenas durante o período pandêmico.
O conjunto documental preservado no Memorial é composto pelas versões textuais publicadas em 2021 no livro Fala Parente! A Covid-19 chegou entre nós, bem como pelos registros em formato pdf (prints) dos relatos divulgados na página do PET-Indígena da UNIFAP no Facebook, que incluem traduções e fotografias dos depoentes.
Os relatos resgatam a memória de longa duração das experiências de medo e morte decorrentes de epidemias; permitem acompanhar como a COVID-19 atingiu as comunidades e o descompasso entre as necessidades urgentes e o atendimento pelos órgãos governamentais; evidenciam o uso das redes sociais pelos indígenas como meios de autoria e circulação de informações sobre sua cultura; revelam estratégias próprias de enfrentamento da pandemia, o papel das mulheres e dos pajés, o uso das medicinas tradicionais e as dificuldades de acesso à internet.
Este conjunto documental acaba por se configurar em uma “coleção de testemunhos”, como bem denominou Rita Becker Lewkowicz, no prefácio do livro Fala Parente…, a partir de Veena Das: “em que o ato de testemunhar é entendido como forma de sobrevivência, ao narrar situações extremas que afetam não só subjetividades, mas o tecido social como um todo”
PET-Indígena/UNIFAP
Transcrição
Tradução
Entrevista com Elissandra Barros, Diogo Monteiro dos Santos, Ilda Silva Pastana e Keila Felício Iaparrá, concedida à Amanda Montezino, no dia 05 de julho de 2022, por vídeoconferência, Campinas-SP/Macapá-AP
(...) será que nós vamos ter que fugir de novo, como fizemos no passado, quando surgiu o sarampo na nossa aldeia?”
Os homens da minha aldeia foram para a mata tirar várias espécies de ervas, raízes e cascas e as mulheres começaram a fazer as trocas de conhecimentos e a cozinhar plantas amargas, de um dia para o outro nós bebemos muito chá.
Visibilizar os casos da Covid-19 entre os povos indígenas foi a nossa motivação para começar esse projeto. Foram cem relatos, cem histórias contadas diariamente, em mais de três meses de divulgação. Relatos com nome, aldeia, povo e identidade, porque é preciso mostrar, acima de tudo, que somos pessoas, somos gente, não somos números! Agradecemos a todos que nos acompanharam e que ajudaram a contar essas histórias.
Participar dos relatos e ler os relatos dos parentes foi além de só ouvi-los, foi poder dividir com eles preocupações e medos, poder de alguma forma ajudar a desabafar, porque não é fácil viver na situação que nos encontramos hoje. Acabamos ficando abalados por completo
Não foi fácil para nós, enquanto grupo, a divulgação dos relatos dos parentes. A carga emocional dos relatos é muito grande, não é fácil falar de um momento tão difícil pelo qual todos estavam passando e que envolve sentimentos tão fortes quanto dor e medo. A divulgação dos relatos não poderia ter sido feita sem uma relação de confiança mútua entre o PET-Indígena e as comunidades, construída ao longo dos anos e para a qual o trabalho do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena tem grande mérito.
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